
Legal essa nova mania nacional de transformar notícias tolas e cretinas em escândalos de proporções internacionais. Me refiro especificamente ao caso da universitária Geyse Arruda da Loucademia Uniban. Foi um caso excepcional elevado a um nível de preocupação exacerbado que acabou deturpando completamente o foco que deveria ter o caso. Adolescentes anárquicos com essa mania de zoar de tudo e de todos sem o menor preparo psicológico, serão os promissores profissionais do amanhã. Ao invés de notícias críticas, Geyse foi mais onipresente que Deus marcando presença em todos programas televisivos do país, se declarando injustiçada e já tem garantido um convite para posar nua para revistas masculinas. Ele é culpada ou não pelas vaias? Que diferença isso faz? Que falta de imaginação...
Da mesma maneira que acontece com notícias absurdas como essa, os noticiários ficam rodando em volta do mesmo assunto, cujo centro são sub-celebridades perpetradoras, que de uma hora para outra, transformam-se em nomes conhecidos de todos nós ao invés de ganharem o ostracismo e o vilipêndio que a eles bem caberia. Quem aqui não sabe quem é Suzane Von Richtofen? Fernandinho Beira-Mar? Champinha? Bandido da Luz Vermelha? Na mesma proporção transformamos em santos populares às vitimas desses crimes torpes e brutais. Quem aqui não sabe quem é Isabela Nardoni? Daniela Perez? Eloá? Pessoas comuns alçadas ao estrelato por praticarem ou sofrerem crimes incomuns.
Podemos fazer várias suposições do porque a opinião pública adora tanto a bizarrice, a violência, o golpe, ao invés de enaltecer o ser humano com notícias agradáveis, com curiosidades, fatos históricos e informações positivas. Talvez pelo sentimento de injustiça que fica dentro de cada um de nós quando vê um psicopata como esse, depois de cumprir uma pena ínfima, andar solto pela rua, sem dever nada a justiça. A ele caberia então a prisão moral, já que todo país saberia que aquele indivíduo é capaz de praticar crimes horrendos.
Mas parece que quando acompanhamos fatos tristes como esses, nos interamos também, e cada vez mais, sobre o lado obscuro do ser humano. E parece que algo dentro de nós vai se apagando aos poucos, talvez a esperança, talvez a alegria, não sei... Só sei que notícias ruins me fazem mal. Não gosto. Recebo a informação, mas se não tiver nada a acrescentar, se não tiver uma crítica bem fundamentada, sem achismos e especulações, eu não quero ficar chafurdando na lama. Então, vamos mudar de assunto por favor?
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