19.11.09


Amigos, amigos... Escândalos à parte

Legal essa nova mania nacional de transformar notícias tolas e cretinas em escândalos de proporções internacionais. Me refiro especificamente ao caso da universitária Geyse Arruda da Loucademia Uniban. Foi um caso excepcional elevado a um nível de preocupação exacerbado que acabou deturpando completamente o foco que deveria ter o caso. Adolescentes anárquicos com essa mania de zoar de tudo e de todos sem o menor preparo psicológico, serão os promissores profissionais do amanhã. Ao invés de notícias críticas, Geyse foi mais onipresente que Deus marcando presença em todos programas televisivos do país, se declarando injustiçada e já tem garantido um convite para posar nua para revistas masculinas. Ele é culpada ou não pelas vaias? Que diferença isso faz? Que falta de imaginação...
Da mesma maneira que acontece com notícias absurdas como essa, os noticiários ficam rodando em volta do mesmo assunto, cujo centro são sub-celebridades perpetradoras, que de uma hora para outra, transformam-se em nomes conhecidos de todos nós ao invés de ganharem o ostracismo e o vilipêndio que a eles bem caberia. Quem aqui não sabe quem é Suzane Von Richtofen? Fernandinho Beira-Mar? Champinha? Bandido da Luz Vermelha? Na mesma proporção transformamos em santos populares às vitimas desses crimes torpes e brutais. Quem aqui não sabe quem é Isabela Nardoni? Daniela Perez? Eloá? Pessoas comuns alçadas ao estrelato por praticarem ou sofrerem crimes incomuns.
Podemos fazer várias suposições do porque a opinião pública adora tanto a bizarrice, a violência, o golpe, ao invés de enaltecer o ser humano com notícias agradáveis, com curiosidades, fatos históricos e informações positivas. Talvez pelo sentimento de injustiça que fica dentro de cada um de nós quando vê um psicopata como esse, depois de cumprir uma pena ínfima, andar solto pela rua, sem dever nada a justiça. A ele caberia então a prisão moral, já que todo país saberia que aquele indivíduo é capaz de praticar crimes horrendos.
Mas parece que quando acompanhamos fatos tristes como esses, nos interamos também, e cada vez mais, sobre o lado obscuro do ser humano. E parece que algo dentro de nós vai se apagando aos poucos, talvez a esperança, talvez a alegria, não sei... Só sei que notícias ruins me fazem mal. Não gosto. Recebo a informação, mas se não tiver nada a acrescentar, se não tiver uma crítica bem fundamentada, sem achismos e especulações, eu não quero ficar chafurdando na lama. Então, vamos mudar de assunto por favor?

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17.11.09

Once - Falling Slowly

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Amigos leitores,

Não pretendo transformar este blog naquele tipo diário sobre paternidade e minhas impressões a respeito da personalidade e como se deve ou não criar um bebê. Acredito que a educação e a transmissão de valores é extremamente pessoal; varia de individuo para individuo, e vocês não precisam e nem querem que eu fique aqui papagaiando sobre o desenvolvimento de Valentina. Mas acontece que no momento, minha vida tem se voltado e muito, para a criação desta menina que a cada dia que passa fica mais radiante e esperta. Mas também não é isso que eu quero compartilhar com vocês. Como se não bastasse um, meus problemas e minhas alegrias se multiplicam nesse momento com a espera de mais um(a) herdeiro(a) de meu legado de elucubrações e dividendos. Sim, minha esposa esta grávida novamente, entrando no terceiro mês gestacional com a chegada aguardada para final de maio do ano que vem. E dou por encerrada aqui minha carreira de macho reprodutor, quem aproveitou, aproveitou, quem não aproveitou se ferrou. Sexo agora, só para finalidades recreativas.
Também aproveito para me desculpar novamente com vocês pelas poucas atualizações do sítio. Estou pensando em deixar um pouco de lado as características iniciais do blog que era de postar crônicas inventivas sobre um imaginário estapafúrdio, para substituí-las por crônicas do cotidiano. Não sei ainda, mas acredito que comentando sobre as notícias e fatos do nosso dia a dia o blog seja mais atualizado e por conseqüência mais interessante. Nada impede que vez ou outra não poste aqui outra crônica, ou conte uma história qualquer.

Era isso, agradeço a todos pelas good vibrations, vamo que vamo!

29.10.09

escrevi a letra deste blues a alguns anos atrás e encontrei em meio ao meu arquivo digital empoeirado... Pior de tudo é perceber que depois de uns 10 anos a letra permanece bastante atual. Com vocês :











Blues da Atual Conjuntura


Beberam a minha ceva
Fumaram a minha erva
Meu Deus!
Onde é que nós vamos parar?
Pra coisa ficar ruim, muito vai ter que melhorar.

Meu time rebaixado
O salário atrasado
Meu Deus!
Onde é que nós vamos parar?
Pra coisa ficar preta, muito vai ter que clarear.

Nascemos nus
Cantando blues
E esperando ir um pouco além
Tirar um som desta desgraça
Ao menos isso, ainda é de graça...

Nascemos nus
Cantando blues
E esperando ir um pouco além.
Mas se te chamo de meu bem
O governo vem,
E te leva também...

A coisa não tá fácil, a coisa não tá boa
Correr da tempestade, pra ficar na garoa
Faz tempo que me lembro, a coisa anda assim
Se ta ruim pra você, pior está para mim
Eu fico só pensando, onde é que nós vamos parar?
Pior do que está, é difícil de ficar!

Pra coisa ficar feia! Muito vai ter que embelezar.
E pra coisa ficar russa! Muito vai ter que socializar
E se não ficar?
E se não ficar?
E se não ficar?

Nascemos nus
Cantando blues
E esperando ir um pouco além
Pois se a coisa ficar dura
É que amoleceu a atual conjuntura...

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21.10.09

Da série: Sons Sombrios para Dias Nublados:

Nicole Atkins - "The Way It Is"

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7.10.09

Ida Maria - Oh My God!



Put a smile on my face...

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5.10.09

Cabeça nas Nuvens

"Olha para o chão, filha!" Essa, com certeza absoluta é a frase que eu repito mais vezes ao dia. Valentina, hoje com um ano e três meses, caminha meio vacilante pelo apartamento numa velocidade surpreendente.
Tem a perturbadora mania de espalhar os brinquedos pelos cômodos, transformando o chão num campo minado de peças de encaixe, bonecas, revistas, mamadeira, e o que mais estiver ao seu alcance. Passamos metade do dia recolhendo coisas pelo chão, e a outra metade correndo atrás da menina que parece incansável. Valentina transita em meio ao caos que ela mesma estabelece, de uma forma contundente. Coloca os braços pra cima para ter mais equilíbrio e segue rumo a um mundo de novas descobertas.
Nos primeiro passos dela, confesso que eu estava bastante apreensivo. Ela caminhava, e por vezes falquejava as pernas que ainda estão se acostumando ao peso do próprio corpo. Prontamente eu segurava a menina, impedindo que ela caísse de cara no chão. Em poucos dias eu estava exausto, já que Valentina depois que apreendeu a caminhar, negava minha mão e queria andar desassistida.
Em um dado momento que eu estava descansando, sentado no sofá, Valentina bambeou, pisando numa revista, e foi ao chão instintivamente colocando as mãos para proteger o rosto, e se esparramando no solo. Eu levantei assustado, proferindo a frase “Olha para o chão, filha!” e juntando ela. Valentina, porém, não chorava. Colocada de pé, depois de uma brevíssima inspeção, já saiu trotando e eu fiquei pra trás, olhando minha filha seguindo com seus próprios passos, para dali adiante cair novamente... Foi então que entendi essa regra primária, que vale tanto para nós pais, quanto para nossos filhos. O importante não é impedir que o filho caia. Ele certamente vai cair, e cair, e cair, e cair, até finalmente andar com perícia em meio aos obstáculos. O importante é estar lá, presente no momento que içamos a criança do tombo.
E assim com confiança de que poderá recorrer a qualquer instante a quem lhe ama, ela aprenderá a se levantar sozinha. Agora percebo que só o que posso fazer além de tentar eliminar o maior número de objetos do seu caminho, é aconselhar a ela: “Olha pro chão, filha!” e esperar que o tombo não seja grave.

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1.10.09

Meias Palavras - Parte I

Meça suas palavras
Calce suas meias
Gordura saturada
Entope suas veias

Zele pela família
Não torça pelo vilão
Troque a velha pilha
Do controle do portão

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22.8.09

AQUI TAMBÉM TOCA RAUL!!

Não quero mais andar na contra-mão

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7.8.09

Katie Melua - Nine Million Bicycles



Como é bom conhecer boas velhas canções que se desconhece...
É o caso de Nove Milhões de Bicicletas que segue:

Nine Million Bicycles

There are nine million bicycles in Beijing
That's a fact
It's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die

We are twelve billion light years from the edge
That's a guess
No-one can ever say it's true
But I know that I will always be with you

I'm warmed by the fire of your love everyday
So don't call me a liar
Just believe everything that I say

There are six billion people in the world
More or less
And it makes me feel quite small
But you're the one I love the most of all

We're high on the wire
With the world in our sight
And I'll never tire
Of the love that you give me every night

There are nine million bicycles in Beijing
That's a fact
It's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die

And there are nine million bicycles in Beijing
And you know that I will love you till I die

Trad.

Há nove milhões de Bicicletas

Há nove milhões de bicicletas em Pequim
Isso é um fato,
É algo que não podemos negar,
Assim como o fato que irei te amar até eu morrer

Estamos a doze bilhões de anos-luz do fim
Isso é uma suposição
Ninguém jamais pode dizer que é verdade,
Mas eu sei que sempre estarei com você

Eu sou aquecida pelo fogo do seu amor todos os dias
Então não me chame de mentirosa,
Apenas acredite em tudo que eu digo

Há seis bilhões de pessoas no mundo
Mais ou menos
E isso me faz sentir bem pequena
Mas você é aquele que eu amo mais que todos

Nós estamos no topo
Com o mundo a nossas vistas
E eu nunca vou me cansar,
Do amor que você me dá toda noite.

Há nove milhões de bicicletas em Pequim
Isso é um fato,
É algo que não podemos negar,
Assim como o fato que irei te amar até eu morrer

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